Agora o nada é nada

Deixei de perseguir as horas,
parei de contar os dias,
as mãos que sustinham sonhos
- águias que voaram alto! -
de tão sós já são sombrias...
e o meu eu é um armazém
de prateleiras vazias.
Triste de quem, sem memória,
de si não guarda crianças
que esperam
para ouvir a história!
©copyright2004,
Maria Amélia Fernandes
(registado
na Sociedade Portuguesa de Autores)